Impasse arrasta constituição do executivo da Junta de São Martinho

A Assembleia de Freguesia de São Martinho do Porto continua sem chegar a um consenso para formar executivo por falta de entendimento entre os membros.

Nem à terceira foi de vez. Depois de duas tentativas, o órgão voltou a reunir, esta quarta-feira, para a tomada de posse do executivo mas a reunião durou quatro minutos.

Joaquim Clérigo, presidente eleito, deu por encerrada a sessão depois de os membros do PS e do PSD na Assembleia de Freguesia terem, uma vez mais, chumbado o nome de Maria Conceição Pinto para assumir as funções de tesoureira.

O presidente da Junta afirma que o facto de não se formar um executivo põe em causa a colocação da árvore de Natal flutuante e a iluminação natalícia, uma vez que o “orçamento não está aprovado”. No entanto, fontes do grupo de trabalho do PS e PSD contactadas pelo REGIÃO DE CISTER refutam a preocupação, uma vez que estes gastos “já estão incluídos no orçamento de 2017 que foi aprovado no final do ano passado”.

A impossibilidade de o executivo tomar posse implica que a Junta de São Martinho do Porto se encontre em regime de gestão corrente, o que significa que só pode pagar os gastos correntes, ficando impossibilitada de iniciar, por exemplo, novas empreitadas ou contratar serviços.

Se o impasse não for resolvido, e ao que tudo indica não se afigura uma solução para a discórdia, pode dar-se o caso de os eleitores de São Martinho do Porto voltarem a ser chamados às urnas para eleger uma nova Assembleia de Freguesia no espaço de, no mínimo, seis meses.