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Em salas devolutas do Património da Humanidade foram depositados "antigas escavações realizadas no monumento e material de laboratório", à guarda do Instituto Português de Arqueologia (IPA).
Apesar deste esclarecimento, Rogério Raimundo, que se mostrou desde o início da polémica como uma das vozes mais críticas, diz-se "indignado" com os acontecimentos. "Não quero saber se é material do Museu dos Coches ou do IPA, o que me preocupa é que, ao fim destes anos, esteja a funcionar como um armazém quando Alcobaça podia devolver-lhe vida", afirma.
Foi na passada sexta-feira, quando passava na Rua D. Pedro V, que Rogério Raimundo viu "dois camiões enormes a descarregarem material" para o Mosteiro, parecendo-lhe "restos de exposições". Indignado, o vereador comunista pergunta se "é para isto que serve o Mosteiro, Património da Humanidade?" E acrescenta: "Como podemos aceitar que, depois destes anos aos ratos, o Mosteiro fique com mais esta penalização?"
Uma medida que apanhou de surpresa o presidente da Câmara de Alcobaça. Paulo Inácio garante que teve conhecimento "informalmente" da vinda do espólio e que já pediu "esclarecimentos a quem de direito".
Por saber está até quando o material vai ficar depositado no Mosteiro.
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