Cultura
Bailarina alcobacense “conquista” Noruega com estilo contemporâneo

De Alcobaça para a Noruega, a jovem alcobacense levou consigo as saudades da família, do sol de Alcobaça e a ambição de brilhar no estrangeiro

18 Janeiro, 2019

Bailarina alcobacense “conquista” Noruega com estilo contemporâneo

A bailarina Inês Duarte regressou há um mês da experiência de Erasmus na Noruega, onde enfrentou meio ano de treinos intensos, chuva constante e saudades do sol da terra natal. Contudo, a alcobacense, de 20 anos, que conquistou o país nórdico com o estilo contemporâneo, recorda a experiência como um período no qual cimentou paixão pela dança e demonstrou à família que esta “não é apenas uma atividade extracurricular”.

A jovem começou a dançar com apenas 4 anos quando a mãe, que tinha o intuito de tornar a filha menos irrequieta e a inscreveu nas aulas da Academia de Dança de Alcobaça.

Até ao 6.º ano, Inês frequentou as aulas através de ensino articulado, mas no momento de entrada no ensino secundário a adolescente tomou a decisão de seguir o curso de dança. Não foi uma escolha fácil pois, embora ainda em estágios iniciais, o nível de exigência reclamado já antevia um futuro desafiante. “Ao longo dos anos pensei várias vezes em desistir. O cansaço chegava a ser demasiado”, revela a bailarina. Mas a paixão pela dança sempre falou mais alto. “Sempre que pensava que não tinha mais forças para continuar, havia algo que me impedia de desistir. Nunca me imaginei a fazer algo para além da dança”, confessou a jovem.

Apesar das dificuldades, a alcobacense não imagina o seu percurso profissional de outra forma, mas confessa que “não incentivava uma filha ou uma irmã mais nova a ser bailarina”. “Quando olho para trás e penso em tudo o que passei, tanto a nível psicológico como físico, tenho a certeza que não aconselharia ninguém a enfrentar o mesmos desafios”, afirma.

Inês Duarte frequenta atualmente o último ano da licenciatura em Dança na Escola Superior de Dança em Lisboa, mas os planos para o futuro ainda não estão totalmente delineados. O regresso para Alcobaça e uma carreira de professora na Academia de Dança parecem uma boa opção para a bailarina. “Seria uma forma de retribuir a formação que recebi e dar o meu contributo para os futuros talentos”, revela.

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