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Streaming: o grande aliado dos fãs das séries
Joaquim Paulo

Como a disponibilização de conteúdos online está a mudar quase por completo a forma como consumimos séries televisivas. E não, não estamos a falar de sites piratas...

21 Agosto, 2018

Streaming: o grande aliado dos fãs das séries

A angústia de ter de esperar uma semana pelo próximo episódio de uma série de TV é uma rotina que pertence, literalmente, ao século passado. A não ser, claro está, por opção própria ou então caso seja um daqueles fãs desesperados que seguem as séries no país de origem porque não querem perder pitada da ação. A tecnologia tem transformado as nossas vidas e a forma de vermos uma série também, muito por culpa da disponibilização dos conteúdos online. E no streaming vale tudo: televisão, telemóvel ou tablet. Neste texto não entram, por razões legais, tudo o que tenha a ver com sites piratas.

A indústria das séries televisivas nos Estados Unidos concorre (e em muitos casos ganha por KO) com a indústria cinematográfica. As estrelas de Hollywood mudaram-se para companhias como a FOX ou a HBO, que investem em novos figurinos e formatos televisivos. O que outrora era visto como uma alternativa para os atores que não conseguiam vingar na Sétima Arte passou a ser a opção número 1 de carreira. E tudo porque o público passou a privilegiar as séries em vez dos filmes. 

Segundo a revista Vanity Fair, em 2017 foram produzidas 487 séries para a televisão americana, distribuídas em canais abertos, fechados e em veículos de streaming, o que diz bem do impacto desta indústria em terras do Tio Sam e que acaba por influenciar o público a nível global. 

Este interesse desperta públicos das mais variadas formas. Todos os dias, o The New York Times disponibiliza uma newsletter para os aficionados das séries, com sugestões, links e comentários sobre o que ver, quando ver e como ver. A NYTimes.com Watching, usualmente assinada pela crítica de TV Margaret Lyons, revisita séries antigas e mais recentes, abrindo caminho para a definição de uma watchlist que os subscritores podem individualizar para não perderem nada daquilo que verdadeiramente lhes interessa. E todas as plataformas online para comprar ou alugar filmes e séries estão lá: Amazon, iTunes, Google Play ou a Vudu. Para nem falar no Netflix, esse verdadeiro monstro da agregação de conteúdos que está a mudar a forma como olhamos para a televisão e que investe qualquer coisa como 8 biliões de dólares ao ano em novos conteúdos.

A gigante Apple também está atenta ao negócio e decidiu gastar 1 bilião de dólares para produzir séries originais para disponibilizar na Apple TV, um projeto que será lançado em 2019. Os primeiros sinais da televisão da empresa fundada por Steve Jobs podem ser apreciados através do Apple Music, mas não encorajaram os críticos. Ao contrário do anúncio do acordo com Oprah Winfrey, que vai passar a trabalhar para a companhia e será uma das grandes apostas do canal, do qual se sabe muito pouco.

Do que não restam dúvidas é de que muito mudou na forma como seguimos a nossa série preferida. Hoje em dia, podemos assistir a uma série na televisão (mesmo para os mais fiéis adeptos das novas tecnologias, continua a ser a opção primordial), mas também no computador, no tablet e até no telemóvel, através de uma app. E podemos fazer "maratonas", vendo toda a série num fôlego, uma opção que começou a ser introduzida no léxico pelos aficionados aquando da explosão de coleções de DVD. Esta opção caiu em desuso, não apenas porque acaba por ser pouco prático mudar de DVD para ver o episódio seguinte, mas também por uma questão de espaço nas prateleiras. Afinal, nada melhor do que ter o episódio que se pretende apenas à distância de um clique, sem ser preciso sair do sofá...

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